O cantor Roberto Carlos usou as redes sociais para lamentar a morte de um de seus colaboradores mais antigos e amigos pessoais, Genival Barros, que faleceu aos 85 anos na última sexta-feira, 2 de janeiro. A despedida marcou profundamente o artista e sua equipe, encerrando uma convivência de quase seis décadas nos palcos e bastidores da música brasileira.
Genival era natural de Campina Grande, na Paraíba, e acompanhava Roberto Carlos desde os anos 1960, sendo considerado uma peça central na engrenagem das turnês do cantor, conhecido nacionalmente como o “Rei”.

Uma amizade construída ao longo de seis décadas
Em uma mensagem emocionada, Roberto Carlos descreveu Genival como um “amigo e irmão”, destacando a qualidade humana, o temperamento amável e o respeito que ele conquistou de toda a equipe ao longo dos anos. O cantor ressaltou que a convivência diária transformou a relação profissional em um laço afetivo sólido e duradouro.
A parceria entre os dois começou ainda na década de 1960, na TV Record, durante o auge do programa Jovem Guarda, período que marcou a ascensão definitiva de Roberto Carlos na música nacional. Desde então, Genival passou a integrar a equipe de shows e nunca mais se afastou do artista.
Figura indispensável nos bastidores do “Rei”
Dentro da estrutura das turnês, Genival Barros exercia funções consideradas estratégicas. Ele era responsável pela supervisão da equipe de som, garantindo a qualidade técnica das apresentações em diferentes cidades e países. Além disso, cuidava pessoalmente da montagem e da organização do camarim de Roberto Carlos, respeitando rigorosamente as preferências e manias do cantor em cada espetáculo.
Outra atribuição importante era o controle de acesso ao espaço privativo do artista, impedindo a entrada de pessoas não autorizadas. A função exigia confiança absoluta e discrição, características que fizeram de Genival uma figura indispensável para alguém com a projeção pública de Roberto Carlos.
Reconhecimento, legado e despedida
Em entrevistas concedidas ao longo dos anos, Genival costumava afirmar que a harmonia no trabalho era fruto do respeito mútuo e do entendimento sobre a importância do público. Para ele, cuidar dos bastidores era também uma forma de respeitar os fãs que aguardavam cada apresentação.
Embora a causa da morte não tenha sido divulgada, a perda ocorre no início de um ano que promete ser intenso para Roberto Carlos, com projetos que incluem um filme, uma rádio própria e novas turnês internacionais. Na homenagem, o cantor desejou proteção espiritual ao companheiro de longa jornada e reafirmou o vínculo que unia patrão e funcionário, não apenas no trabalho, mas na amizade construída ao longo de toda uma vida dedicada à música.
A despedida de Genival Barros deixa uma lacuna nos bastidores do “Rei” e reforça a importância daqueles que, longe dos holofotes, ajudaram a construir uma das carreiras mais longevas e respeitadas da música brasileira.



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