De acordo com a apuração inicial, a adolescente teria utilizado uma substância altamente tóxica, conhecida popularmente como “chumbinho”, colocando o produto na comida que seria consumida pelos pais. A ação, no entanto, acabou sendo interrompida por um familiar, evitando um desfecho fatal.

Primo percebe alteração na comida e impede tragédia
A família havia preparado marmitas para a refeição quando a jovem, segundo a polícia, aproveitou um momento de descuido para adulterar os alimentos. Um primo da adolescente, com idade próxima à de um dos pais, iniciou a refeição antes dos demais e acabou ingerindo parte da comida contaminada.
Graças a um paladar mais sensível, o homem percebeu que havia algo estranho na textura dos alimentos. Ao notar a alteração, interrompeu imediatamente a ingestão e alertou os pais da jovem, de 36 e 41 anos, para que não consumissem a refeição.
O aviso rápido foi decisivo para evitar que todos ingerissem a substância. O primo chegou a passar mal e precisou de atendimento médico, sendo submetido a lavagem estomacal. Segundo informações repassadas pelas autoridades, ele se encontra estável e fora de risco.
Polícia confirma uso de substância tóxica na marmita
Após o alerta, a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local. Durante a verificação, os policiais constataram que a jovem teria misturado os grãos do veneno à comida com a intenção de que a substância passasse despercebida durante o consumo.
O caso foi confirmado por um oficial da corporação. “Ele disse que estava fazendo a ingestão dessa marmita, viu uma textura diferente, falou com o tio e esse tio falou com a esposa que tinha alguma coisa adulterada nessa marmita”, relatou o Renato Geraldo da Silva.
O material suspeito foi recolhido para análise e o local passou por procedimentos de preservação para a realização da perícia. A Polícia Civil também foi acionada e acompanhou a coleta das evidências.
Motivação estaria ligada a proibição dos pais
A motivação do suposto crime causou ainda mais revolta entre os familiares. Conforme as investigações iniciais, a adolescente teria cometido o ato após sair de casa sem autorização e se irritar com a negativa dos pais em permitir que ela mantivesse um relacionamento amoroso.
A Polícia Civil informou que a jovem foi apreendida e o material recolhido será analisado para confirmar oficialmente a substância utilizada. O caso segue sob investigação, e a adolescente deverá responder conforme as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Apesar do susto, a rápida percepção do familiar e a intervenção médica evitaram que o episódio tivesse consequências irreversíveis. O caso chama atenção para a gravidade do uso de substâncias ilegais e para conflitos familiares que podem evoluir de forma extremamente perigosa quando não são tratados de maneira adequada.
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