A morte de uma jovem de 24 anos, ocorrida durante o período de resguardo pós-parto, chocou moradores da Baixada Campista, no Norte Fluminense, e passou a ser investigada pelas autoridades devido às circunstâncias que envolvem o caso. A mulher foi encontrada morta dentro de casa, na localidade de Tocos, na manhã da última terça-feira (19).
Identificada pelas iniciais N.B.A., a vítima havia dado à luz há cerca de um mês e também tinha passado recentemente por uma cirurgia de laqueadura. O episódio reacendeu o alerta sobre os riscos do período pós-parto e a importância dos cuidados médicos nessa fase.

Vizinho foi chamado para ajudar e encontrou a vítima sem vida
Segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, um vizinho, identificado pelas iniciais J.C.F.T., de 50 anos, relatou que foi procurado pelo marido da jovem, A.L.C.P., de 25 anos. O homem teria chegado à residência bastante nervoso, afirmando que a esposa estava passando mal.
Ao entrarem no quarto do casal, o vizinho encontrou a mulher já sem vida, sem roupas e com grande quantidade de sangue próximo ao corpo. Ainda conforme o relato, o marido informou que havia mantido relação sexual com a esposa pouco antes de ela começar a se sentir mal.
A situação levantou suspeitas imediatas, principalmente pelo histórico recente de parto e cirurgia.
Pós-parto recente e sinais de sangramento chamaram atenção
De acordo com o registro policial, a vítima apresentava sangramento nas partes íntimas, além de indícios de sangramento no nariz e no ouvido. Diante do quadro, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal, onde passa por exames que devem apontar a causa da morte.
O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia – Centro, responsável pela investigação. Somente os laudos periciais irão confirmar se o óbito está relacionado a complicações do pós-parto, da cirurgia de laqueadura, de uma possível infecção ou de outro fator clínico ou externo.
Resguardo exige cuidados e abstinência sexual
Especialistas explicam que o período pós-parto, conhecido como puerpério, dura em média 42 dias. Nessa fase, o corpo da mulher ainda está em processo de recuperação, especialmente o útero e os tecidos pélvicos. Por isso, não é recomendado manter relações sexuais antes da liberação médica.
Durante o resguardo, há maior risco de infecções, hemorragias e até tromboses venosas profundas, sobretudo quando a mulher passou por procedimentos cirúrgicos, como a laqueadura. No caso de parto cesariano, a recuperação tende a ser ainda mais delicada, enquanto o parto normal costuma apresentar evolução mais rápida — ainda assim exigindo cuidados rigorosos.
As autoridades aguardam os resultados da perícia para esclarecer o que provocou a morte da jovem. O caso segue sob investigação e causa comoção na comunidade, servindo também como alerta sobre os riscos do período pós-parto quando as orientações médicas não são devidamente respeitadas.
Ver essa foto no Instagram



Publicar comentário