Bombeiros Revelam Que Crianças Desaparecidas no Maranhão Acab…Ver mais

As buscas pelos irmãos Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4 anos, completaram 16 dias nesta segunda-feira (19) com uma mudança estratégica significativa por parte das autoridades. Após o esgotamento das pistas em terra firme, as equipes de resgate passaram a concentrar esforços no Rio Mearim, ampliando a área de varredura fluvial entre os municípios de Bacabal e Arari.

Ao todo, cerca de 180 quilômetros de extensão do rio passaram a ser monitorados, em uma das maiores operações já realizadas na região em casos de desaparecimento infantil. A decisão reflete a complexidade do caso e a necessidade de explorar todas as hipóteses possíveis.

Marinha reforça buscas com tecnologia de sonar no Rio Mearim

A operação ganhou um reforço decisivo no último fim de semana com a chegada da Marinha do Brasil, que passou a atuar diretamente nas buscas fluviais. A principal novidade é o uso do side scan sonar, equipamento de alta precisão utilizado para mapear o fundo do rio e identificar objetos, estruturas ou anomalias submersas.

Essa tecnologia permite uma leitura detalhada do leito do rio, mesmo em águas turvas, comuns no Mearim. A partir das imagens geradas pelo sonar, mergulhadores podem ser direcionados a pontos específicos, aumentando a eficiência das buscas.

De forma integrada, mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) atuam em apoio à Marinha, realizando inspeções subaquáticas sempre que o equipamento identifica algo que demande verificação manual. Até o momento, porém, nenhuma pista conclusiva foi encontrada nas áreas já analisadas.

“Casa Caída” foi último ponto confirmado das crianças

A decisão de redirecionar o foco para o meio fluvial foi tomada após a análise do último ponto de presença confirmado das crianças. O local, conhecido na região como “Casa Caída”, é uma cabana improvisada e abandonada na mata, situada próxima à margem do Rio Mearim.

Segundo as autoridades, cães farejadores identificaram o odor de Isabelle e Michael nesse ponto, confirmando que os irmãos passaram pelo local. A informação foi reforçada pelo depoimento de Anderson Kauan, primo das vítimas, de 8 anos, encontrado debilitado no dia 7 de janeiro.

De acordo com o relato do menino, o grupo teria passado pelo menos uma noite no abrigo improvisado. Como não foram encontrados novos indícios de deslocamento pela mata fechada após esse ponto, e considerando a proximidade com o rio, os investigadores passaram a trabalhar com a possibilidade de contato das crianças com a água.

Essa linha de investigação passou a orientar toda a logística da operação, sem que outras hipóteses sejam descartadas.

Bombeiros afirmam que buscas seguem sem prazo para terminar

O major Jeremias Freire Costa, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, afirmou que a orientação do comando-geral é manter a persistência máxima nas buscas, tanto em terra quanto na água. Segundo ele, não há previsão para o encerramento da operação.

“Vamos dar prosseguimento às buscas, seguindo as diretrizes do coronel Sérgio Roberto, que é o comandante-geral. Estamos com duas equipes embarcadas. As buscas continuam tanto por terra quanto pelo rio”, declarou o oficial.

As autoridades reforçam que todas as hipóteses continuam sob investigação e que novas informações serão divulgadas à medida que o trabalho avance. Enquanto isso, familiares e moradores acompanham cada atualização com apreensão, em meio a uma operação que já se tornou uma das mais longas e angustiantes da região.

Mesmo após mais de duas semanas sem respostas concretas, as equipes destacam que nenhum cenário está descartado, e que a prioridade segue sendo localizar Isabelle e Michael, oferecendo esclarecimentos a uma comunidade que vive dias de profunda expectativa e dor.

Publicar comentário