Uma tarde que deveria ser de lazer terminou em tragédia no município de Várzea Grande. Um menino de 9 anos morreu no domingo (26) após ser atingido por uma linha com cerol enquanto andava de bicicleta na Rua das Japuíras, no loteamento Hélio Ponce de Arruda, bairro Cristo Rei. O caso chocou moradores da região e reacendeu o alerta sobre os riscos do uso desse material, especialmente em áreas urbanas.
A cena causou forte comoção. Vizinhos relataram o desespero da mãe da criança ao lado do corpo do filho, ainda na via pública. O episódio interrompeu de forma abrupta a rotina da comunidade e deixou um clima de revolta e tristeza entre quem presenciou os momentos seguintes ao acidente.

Passeio de bicicleta terminou em tragédia
De acordo com informações preliminares, Davi Almeida Franco passeava de bicicleta pela rua quando foi surpreendido por uma linha cortante utilizada em pipas. A linha, conhecida como cerol, atingiu a região do pescoço da criança, causando ferimentos graves.
Testemunhas relataram que o menino ainda tentou se desvencilhar da linha, mas não conseguiu. Ao perder o controle da bicicleta, acabou colidindo contra um muro e caiu. O impacto, somado aos ferimentos provocados pelo cerol, foi fatal. Equipes de socorro chegaram a ser acionadas, mas Davi já não apresentava sinais vitais.
A tragédia aconteceu em uma via residencial, local onde crianças costumam brincar e circular de bicicleta, o que aumentou a indignação dos moradores. Muitos afirmaram que o uso de cerol na região já era motivo de preocupação, mas que nada havia sido feito para coibir a prática.
Cerol segue fazendo vítimas e preocupa autoridades
O uso de cerol — mistura de cola com vidro moído ou outros materiais cortantes — é proibido em diversos municípios e estados brasileiros, justamente pelo alto risco que representa. Mesmo assim, a prática continua sendo comum, principalmente entre crianças e adolescentes, muitas vezes sem a real noção do perigo envolvido.
Especialistas alertam que linhas cortantes podem causar acidentes fatais não apenas com ciclistas, mas também com pedestres, motociclistas e até motoristas. Em segundos, uma linha invisível pode provocar lesões graves e irreversíveis. Por isso, campanhas educativas e ações de fiscalização são frequentemente defendidas como medidas urgentes.
Além do risco direto, o cerol também transforma brincadeiras aparentemente inofensivas em situações de extremo perigo. O caso de Davi é mais um exemplo de como a falta de conscientização pode resultar em perdas irreparáveis.
Comoção, luto e pedido por prevenção
Após a morte do menino, moradores do bairro Cristo Rei passaram a cobrar maior fiscalização e ações educativas para impedir o uso de cerol. Muitos defendem campanhas permanentes nas escolas e comunidades, além de punições mais rigorosas para quem insiste na prática.
A tragédia também reforça a importância da atenção dos responsáveis. Pais e responsáveis são orientados a conversar com crianças e adolescentes sobre os riscos do cerol e a estimular brincadeiras seguras, longe de materiais proibidos e perigosos.
O caso de Davi Almeida Franco deixa uma dor profunda e um alerta que não pode ser ignorado. Uma vida foi interrompida de forma cruel em um momento simples de lazer. A esperança da comunidade é que a tragédia sirva como ponto de reflexão e mudança, para que outras famílias não precisem enfrentar a mesma dor.
Enquanto a cidade lamenta a perda, fica o apelo: cerol não é brincadeira. É um risco real que continua fazendo vítimas e exige ação conjunta do poder público, das famílias e da sociedade.


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