Menino Desaparecido no Maranhão Volta Para Casa Após…Ver mais

O caso do desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, em Bacabal, no interior do Maranhão, completou mais de três semanas sem desfecho. Neste domingo (25), uma novidade trouxe alívio parcial à família: Anderson Kauã Barbosa Reis, de 8 anos, primo dos irmãos, voltou para casa após receber alta e acompanhamento médico. As duas crianças, no entanto, ainda não foram localizadas.

Os três desapareceram na tarde do dia 4 de janeiro, depois de saírem para brincar em uma área de mata da região. Anderson foi encontrado três dias depois, debilitado, por carroceiros, em um ponto próximo ao local das buscas.

Anderson recebe alta e retorna para casa após período de cuidados

Após ser resgatado, Anderson passou por avaliação física e psicológica em hospital da região. Ele permaneceu 13 dias internado e recebeu alta médica no dia 20, mas seguiu sob observação até este fim de semana. Segundo o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, o menino chegou a perder cerca de 10 quilos durante o período em que ficou desaparecido e internado.

Mesmo debilitado, após deixar o hospital, Anderson passou a auxiliar as equipes de busca, fornecendo informações importantes sobre os últimos momentos em que esteve com os primos. De acordo com o relato do menino, os três teriam procurado abrigo em uma casa abandonada no meio do matagal. Em seguida, ele saiu do local para buscar ajuda, o que pode explicar o fato de ter sido encontrado com vida dias depois.

Após a alta, equipes das secretarias municipais se reuniram com líderes comunitários e o Conselho Tutelar para discutir o acolhimento e o acompanhamento do menino no retorno ao convívio familiar.

Buscas mobilizaram centenas de pessoas e forças de segurança

Desde o desaparecimento, uma grande operação foi montada na região. No auge das buscas, cerca de 600 pessoas participaram das ações, incluindo policiais militares e civis, bombeiros, Defesa Civil, Exército, voluntários, além de equipes especializadas como o Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural e o Centro Tático Aéreo.

As varreduras ocorreram por terra, com incursões em áreas de mata fechada, e pelo ar, com uso de drones e aeronaves. Também foram realizadas buscas no rio Mearim, que corta a região onde as crianças brincavam e onde Anderson foi encontrado. Mergulhadores e profissionais da Marinha inspecionaram um trecho de 19 quilômetros, utilizando inclusive equipamentos de sonar, mas nenhum vestígio das crianças foi localizado.

O indício mais próximo surgiu com o trabalho de cães farejadores, que identificaram sinais em uma casa abandonada, apontada por Anderson como local de abrigo.

Investigação ganha foco policial e denúncia em São Paulo é descartada

Na quinta-feira (22), o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, informou que a operação passaria a concentrar esforços na fase investigativa e policial, diante do esgotamento das buscas físicas sem resultados.

Durante a apuração, a Polícia Civil do Maranhão analisou uma denúncia de que Ágatha e Allan teriam sido vistos no centro da cidade de São Paulo. A informação foi verificada em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo. Na segunda-feira (26), a corporação paulista esteve no endereço indicado e descartou a possibilidade, confirmando que não se tratava das crianças desaparecidas.

Enquanto isso, a prefeitura anunciou a criação de um projeto esportivo na comunidade de São Sebastião dos Pretos, voltado a crianças e adolescentes, com aulas de futebol e judô, além da previsão de balé e capoeira, como forma de apoio social à região impactada pelo caso.

As investigações continuam, e as autoridades reforçam que qualquer informação concreta deve ser repassada pelos canais oficiais. A família segue aguardando respostas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan, enquanto o retorno de Anderson para casa representa, até o momento, o único desfecho positivo em meio a um dos casos mais comoventes do Maranhão neste início de ano.

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