O desaparecimento da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, mobilizou moradores de Caldas Novas por mais de um mês e se transformou em um dos casos mais acompanhados da cidade. O que começou como um sumiço sem explicações evoluiu para uma investigação marcada por tensão, contradições e desdobramentos que culminaram na localização do corpo da vítima e na prisão de pessoas próximas à sua rotina.
Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025, dentro do condomínio onde sua família possui apartamentos. Desde então, o caso passou a gerar questionamentos constantes entre autoridades e moradores, diante da ausência de pistas concretas nos primeiros dias.

Últimos registros mostram movimentação no condomínio
Imagens do sistema de segurança do condomínio ajudaram a reconstruir os últimos momentos conhecidos de Daiane. As câmeras registraram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria para conversar rapidamente com o recepcionista e, em seguida, retornando ao elevador em direção ao subsolo.
Após esse momento, não houve novos registros de sua movimentação dentro ou fora do prédio. A ausência de imagens posteriores levantou dúvidas sobre o que teria ocorrido no local, dando início a buscas que se estenderam por semanas e envolveram diferentes linhas de investigação.
Durante esse período, familiares e amigos aguardavam respostas, enquanto a Polícia Civil reunia depoimentos, analisava imagens e buscava esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. A confirmação da localização do corpo foi divulgada pelo delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pelo caso, marcando uma virada decisiva na investigação.
Prisões ocorrem após confirmação da morte
Na mesma madrugada em que a localização do corpo foi confirmada, a Polícia Civil prendeu o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, apontados como suspeitos de envolvimento no homicídio. As prisões causaram forte repercussão na cidade, devido à proximidade dos investigados com a vítima.
Além deles, o porteiro do condomínio foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, embora seu nome não tenha sido divulgado. Até o momento, as autoridades não informaram se as prisões têm caráter temporário ou preventivo, nem detalharam o conteúdo dos depoimentos colhidos.
A polícia também não divulgou oficialmente o local exato onde o corpo foi encontrado nem as circunstâncias da morte, informações que devem ser esclarecidas ao longo do inquérito. O caso segue sob investigação, e novas diligências estão em andamento.
Denúncias anteriores ampliam complexidade do caso
Com o avanço das investigações, vieram à tona fatos ocorridos antes do desaparecimento que ampliaram a complexidade do caso. Semanas após o sumiço, Cléber Rosa de Oliveira havia sido denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada contra Daiane.
Segundo a denúncia, os episódios teriam ocorrido entre fevereiro e novembro de 2025 e envolveriam comportamentos insistentes, ameaças e situações que impactaram diretamente a rotina pessoal e profissional da corretora. Os relatos apontavam para um histórico de conflitos entre as partes.
No mesmo dia em que o síndico foi denunciado por perseguição, Daiane também passou a responder a uma acusação, desta vez por invasão de domicílio, após entrar sem autorização na sala administrativa do condomínio. O episódio foi registrado oficialmente e passou a integrar o histórico recente de desentendimentos no local.
Agora, com a confirmação da morte e as prisões efetuadas, a investigação entra em uma nova fase. A Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica dos fatos, definir responsabilidades e concluir o inquérito. Enquanto isso, Caldas Novas aguarda respostas definitivas para um caso que expôs conflitos internos, levantou suspeitas e deixou um rastro de perguntas que ainda mobilizam a cidade.



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