Um novo episódio ligado ao caso da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, ampliou a repercussão do crime nas redes sociais e passou a ser acompanhado pelas autoridades. Desta vez, a atenção se voltou para uma publicação feita no TikTok por Ana Zampiere, apontada como irmã de um dos adolescentes investigados pela agressão que resultou na morte do animal.
A postagem gerou reação imediata de usuários e passou a circular em diferentes plataformas, sendo interpretada como uma referência direta ao caso que segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina.

Publicação no TikTok gera nova repercussão
Segundo registros compartilhados nas redes sociais, Ana Zampiere publicou a legenda: “Não deixe um simples cachorro estragar os seus planos”. A frase foi divulgada enquanto o caso do cão Orelha ainda estava em fase de apuração policial e seguia mobilizando manifestações em todo o país.
A publicação rapidamente ganhou alcance, sendo replicada por perfis de notícias e páginas voltadas à cobertura do caso. Usuários passaram a associar a legenda ao episódio envolvendo o animal, o que intensificou a repercussão e ampliou o debate online em torno da conduta de pessoas ligadas aos investigados.
Até o momento, não há informação oficial sobre eventual remoção da postagem ou esclarecimento público por parte da autora.
Caso Orelha segue sob investigação policial
A morte do cão comunitário Orelha ocorreu na Praia Brava, em Florianópolis, e, segundo laudo pericial divulgado pela Polícia Civil, o animal sofreu traumatismo craniano severo causado por objeto contundente, o que levou a um quadro irreversível de sofrimento e à realização de eutanásia.
As investigações apontam quatro adolescentes como suspeitos de envolvimento direto na agressão. Por se tratarem de menores de idade, o procedimento segue as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e os nomes não foram divulgados oficialmente.
Além da apuração sobre os maus-tratos, a Polícia Civil também indiciou três adultos, familiares dos adolescentes, por coação de testemunha, após relatos de tentativa de interferência no andamento das investigações.
Autoridades monitoram desdobramentos do caso
A repercussão do caso Orelha extrapolou o âmbito policial e passou a envolver manifestações públicas, posicionamentos políticos e intensa mobilização nas redes sociais. Comentários, postagens e vídeos relacionados ao episódio continuam sendo monitorados, especialmente quando associados a possíveis tentativas de intimidação ou desrespeito às investigações em curso.
Até o momento, não há confirmação de que a publicação feita no TikTok esteja formalmente incluída no inquérito policial. A Polícia Civil não se manifestou sobre a postagem específica, limitando-se a informar que o foco da investigação permanece na apuração dos fatos que levaram à morte do animal e em eventuais crimes conexos.
O Ministério Público de Santa Catarina aguarda a conclusão do inquérito para definir quais medidas socioeducativas poderão ser aplicadas aos adolescentes envolvidos, conforme previsto em lei. As medidas podem variar de advertência até internação, dependendo do grau de participação individual.
O caso segue em andamento e continua sendo acompanhado de perto por autoridades e pela sociedade, diante da grande repercussão nacional gerada pela morte do cão comunitário Orelha.



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