Atitude do Adolescente Que Matou Cachorro Orelha Ao Saber Que Vai Ser Preso Assustou a Todos: ‘Arran…Ver mais

O adolescente apontado como autor da morte do cão comunitário Orelha demonstrou forte abalo emocional ao ser informado de que a Polícia Civil recomendou sua internação socioeducativa, medida que, no sistema juvenil, equivale à prisão aplicada a adultos. O inquérito foi oficialmente encaminhado ao Poder Judiciário nesta terça-feira (3), em Florianópolis, após a conclusão das investigações sobre o crime ocorrido na Praia Brava, no Norte da Ilha.

Silêncio, nervosismo e choque ao receber a informação

Segundo relatos obtidos durante os procedimentos finais do inquérito, o adolescente reagiu com silêncio prolongado, semblante tenso e postura retraída ao saber que poderia ser internado. Pessoas que acompanharam o momento afirmam que ele demonstrou nervosismo evidente, evitando contato visual e permanecendo calado enquanto as consequências legais lhe eram explicadas. Não houve reação agressiva ou verbalização de protesto; o comportamento foi descrito como de choque e apreensão diante da possibilidade de privação de liberdade.

A comunicação ocorreu durante a fase final da investigação, quando os responsáveis esclareceram que, diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil havia optado por solicitar a medida mais severa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A internação é considerada excepcional e aplicada apenas em situações específicas, como crimes cometidos com violência extrema.

Provas técnicas levaram à responsabilização individual

A reação emocional veio após o adolescente ser informado de que as provas reunidas permitiram individualizar sua conduta. O laudo da Polícia Científica apontou que Orelha morreu após sofrer pancada contundente na cabeça, compatível com golpe violento, possivelmente por chute ou objeto rígido. A conclusão pericial foi reforçada pela análise de imagens de câmeras de segurança instaladas na região.

Durante a investigação, a Polícia Civil chegou a divulgar a roupa utilizada pelo autor, registrada em filmagens, o que ajudou a confirmar depoimentos e a reconstruir os deslocamentos do adolescente nas horas que antecederam o crime. Ao todo, foram analisadas mais de mil horas de imagens, ouvidas 24 testemunhas e investigados oito adolescentes, dos quais apenas um foi responsabilizado, enquanto os demais foram inocentados por falta de provas.

Caso gerou comoção e segue para decisão judicial

Com o inquérito remetido ao Judiciário, caberá agora à Justiça decidir se acata o pedido de internação socioeducativa ou se aplica outra medida prevista em lei. A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão da extração e análise de dados dos celulares apreendidos, etapa que pode reforçar elementos já constantes no processo, embora a autoria já esteja definida.

A morte de Orelha provocou forte comoção em Santa Catarina e reacendeu debates sobre proteção animal, responsabilização juvenil e os limites das medidas socioeducativas em casos de violência extrema. A reação silenciosa do adolescente, ao tomar conhecimento da possível internação, marcou um dos momentos mais tensos do encerramento das investigações, agora sob análise do Poder Judiciário.

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