A cidade de Ilhéus amanheceu em luto nesta segunda-feira (9) com a confirmação da morte da advogada Amanda Rosa Oliveira Pinheiro, de 24 anos. A partida precoce da jovem profissional causou forte comoção entre familiares, amigos e integrantes da comunidade jurídica local, que acompanharam nos últimos meses sua luta pela vida.
Recém-inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil em abril de 2024, Amanda iniciava sua trajetória na advocacia com atuação voltada principalmente ao Direito Penal. Mesmo em início de carreira, já era reconhecida pela responsabilidade, postura ética e dedicação aos clientes. Colegas relatam que ela demonstrava maturidade profissional acima da média, tratando cada caso com atenção minuciosa e sensibilidade diante das histórias que chegavam ao seu escritório.
Para muitos que conviveram com a jovem advogada, Amanda representava uma nova geração da advocacia regional, comprometida com o estudo constante, a defesa técnica qualificada e o respeito aos direitos individuais.

Dois meses de internação após AVC hemorrágico
De acordo com informações apuradas, Amanda sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico e permaneceu hospitalizada por aproximadamente dois meses. Durante esse período, recebeu acompanhamento médico intensivo, passando por procedimentos e cuidados especializados.
O quadro, no entanto, evoluiu com complicações. Familiares e amigos mantiveram uma corrente de orações e mensagens de apoio nas redes sociais, na esperança de sua recuperação. A notícia do falecimento, confirmada nesta segunda-feira, encerrou um período de expectativa e mobilização da comunidade local.
O AVC hemorrágico é considerado uma das formas mais graves da doença, exigindo atendimento imediato e acompanhamento contínuo. A condição pode provocar sequelas severas e, em alguns casos, levar a complicações fatais, como ocorreu neste episódio.
Homenagens da classe jurídica e impacto na cidade
A subseção da OAB Bahia em Ilhéus, por meio da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia, divulgou nota oficial manifestando profundo pesar. No comunicado, a entidade ressaltou o impacto da perda para a classe e expressou solidariedade aos familiares e amigos.
Nas redes sociais, colegas de profissão destacaram a dedicação e o cuidado com que Amanda exercia a advocacia. Muitos lembraram que, mesmo com pouco tempo de inscrição na OAB, ela já começava a construir uma reputação sólida no cenário jurídico local.
A morte de Amanda interrompe uma carreira que dava seus primeiros passos, mas já revelava compromisso e entusiasmo com a profissão. Em Ilhéus, o sentimento predominante é de tristeza diante de uma trajetória promissora interrompida cedo demais.
Entre amigos e conhecidos, permanece a lembrança de uma jovem determinada, que escolheu o Direito como instrumento de defesa e transformação social. A cidade se despede de uma profissional que começava a conquistar seu espaço e deixa como legado o exemplo de dedicação e ética no exercício da advocacia.



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