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Nos últimos meses, vídeos nas redes sociais têm mostrado uma tendência curiosa que tem chamado a atenção de muitas famílias: a transformação de caixas d’água em piscinas improvisadas dentro de casa ou no quintal. A ideia, que costuma ser apresentada como uma alternativa econômica para enfrentar o calor, viralizou principalmente em períodos de altas temperaturas, quando o desejo por uma forma acessível de se refrescar cresce entre a população.

Nas gravações, é comum ver pessoas utilizando caixas d’água grandes, enchendo com água e adaptando o recipiente como se fosse uma pequena piscina doméstica. Em alguns casos, há até decorações, escadas improvisadas e áreas montadas ao redor para dar aparência de lazer. O conteúdo costuma ser divulgado como uma solução prática e barata, o que contribui para o aumento do interesse e da reprodução dessa prática em diferentes regiões.

Tendência cresce nas redes e preocupa especialistas

Especialistas em segurança doméstica alertam que, apesar de parecer simples, transformar uma caixa d’água em piscina envolve riscos estruturais e sanitários que muitas pessoas não consideram ao assistir aos vídeos. Isso porque a caixa d’água é projetada para armazenar água de forma estática e protegida, e não para suportar movimentos constantes, peso distribuído de pessoas e impactos típicos de uma piscina.

Além disso, muitos dos vídeos não mostram etapas importantes como a preparação do terreno, o suporte adequado do recipiente e o controle da qualidade da água. Sem essas precauções, o uso improvisado pode gerar acidentes, principalmente em casas com crianças, que tendem a ver o espaço como uma piscina comum, sem compreender os riscos envolvidos.

Outro ponto de atenção é o local onde essas caixas são instaladas. Quando colocadas sobre pisos irregulares, lajes ou superfícies frágeis, existe o risco de tombamento, rachaduras ou até rompimento do material devido à pressão da água e do peso das pessoas.

Riscos estruturais e de saúde que não são mostrados nos vídeos

Do ponto de vista técnico, uma caixa d’água cheia pode pesar centenas ou até milhares de quilos, dependendo da capacidade em litros. Quando alguém entra dentro do recipiente, o peso e o movimento geram pressão adicional nas paredes da estrutura, que não foi desenvolvida para esse tipo de uso recreativo. Isso pode provocar deformações, vazamentos ou até rompimentos repentinos.

Outro fator preocupante está relacionado à higiene da água. Diferente de piscinas próprias, que possuem sistemas de filtragem, tratamento químico e manutenção regular, a água armazenada em caixas improvisadas tende a ficar parada por longos períodos. Esse cenário favorece a proliferação de bactérias, algas e até mosquitos, especialmente em regiões quentes.

Também há riscos de escorregões, quedas e afogamento, principalmente quando não há bordas seguras, escadas adequadas ou supervisão constante. Em recipientes mais profundos, o perigo aumenta ainda mais para crianças e idosos.

Por que a prática não é recomendada pelas autoridades

Embora a ideia pareça criativa e econômica, especialistas em segurança e saúde pública não recomendam o uso de caixas d’água como piscinas improvisadas. O principal motivo é que esses recipientes não são fabricados para suportar atividades recreativas, saltos, movimentação intensa ou uso contínuo como área de lazer aquática.

Além disso, fabricantes geralmente projetam caixas d’água para armazenamento protegido, não para exposição direta ao sol com pessoas dentro, o que pode acelerar o desgaste do material. Em situações extremas, o aquecimento excessivo da água e do plástico também pode comprometer a resistência da estrutura.

Diante da popularização da prática, profissionais orientam que a alternativa mais segura continua sendo o uso de piscinas infláveis ou estruturadas, que são desenvolvidas especificamente para banho e lazer. Mesmo sendo mais simples, essas opções passam por testes de segurança e oferecem menor risco estrutural e sanitário, especialmente em ambientes domésticos com crianças.

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