O pagamento do Bolsa Família foi antecipado no último dia 12 para moradores de 171 cidades em oito estados brasileiros. A medida garantiu que milhares de famílias recebessem, de uma só vez, valores que podem ultrapassar R$ 600, dependendo da composição familiar.
O benefício mínimo pago atualmente é de R$ 600 por família, mas o valor pode ser maior conforme os adicionais. Famílias com crianças de até 6 anos recebem R$ 150 extras por criança. Já aquelas com gestantes, nutrizes (mães que amamentam) ou filhos entre 7 e 18 anos recebem R$ 50 adicionais por integrante nessa faixa.
A antecipação beneficiou 122 municípios do Rio Grande do Norte, que enfrentam seca severa. Também receberam os valores de forma unificada cidades da Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1). A lista oficial está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Fim do desconto aumenta renda de pescadores
Desde 2024, quem recebe o Bolsa Família não sofre mais desconto do Seguro Defeso, mudança estabelecida pela Lei 14.601/2023.
O Seguro Defeso é pago a pescadores artesanais durante o período da piracema, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução dos peixes. Antes, o valor do Seguro Defeso era abatido do Bolsa Família. Agora, os dois pagamentos são acumulados.
Na prática, isso significa que famílias de pescadores podem receber R$ 600 ou mais do Bolsa Família, além de um salário mínimo referente ao Seguro Defeso, fortalecendo significativamente a renda mensal em períodos de paralisação da atividade.
Regra de proteção mantém 50% do benefício
Atualmente, cerca de 2,51 milhões de famílias estão enquadradas na chamada regra de proteção. Essa medida permite que, ao conseguir emprego e aumentar a renda, a família continue recebendo 50% do valor do benefício.
Ou seja, se a família recebia R$ 800, por exemplo, continuará recebendo R$ 400 por mês durante o período de transição, desde que cada integrante tenha renda de até meio salário mínimo.
Até 2024, esse período era de até dois anos. A partir de 2025, o prazo foi reduzido para um ano, mas apenas para quem entrou na regra após junho de 2025. Quem já estava na transição até maio continuará recebendo metade do valor por dois anos completos.
As mudanças reforçam que o Bolsa Família mantém o piso de R$ 600, amplia valores com adicionais e ainda garante proteção para quem começa a melhorar a renda, evitando a perda imediata do benefício.

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