Adolescentes Que Mataram Cachorro Orelha Foram Encontrados Sem…Ver mais

O caso do cachorro que teve parte da orelha cortada, conhecido como o episódio do “cão da orelha”, ganhou novos contornos após a revelação de que os adolescentes envolvidos tinham viagem marcada para a Disney e chegaram a embarcar para o exterior. A informação ampliou a repercussão do episódio e gerou questionamentos sobre responsabilização, prioridades e consequências legais, já que os jovens alegaram não saber que a conduta configurava crime.

Caso do “cão da orelha” ganha repercussão com viagem internacional

Segundo apuração, o ato de mutilação ocorreu dias antes do embarque. As imagens do animal ferido circularam em redes sociais e aplicativos de mensagens, provocando forte reação pública. Após a divulgação, o cachorro foi resgatado e encaminhado para atendimento veterinário, onde recebeu cuidados para tratar a lesão e evitar infecções.

A notícia de que os adolescentes tinham uma viagem internacional programada — com destino à Disney — e que o compromisso foi mantido intensificou a indignação. Para parte da opinião pública, o deslocamento ao exterior passou a simbolizar a percepção de impunidade; para autoridades e especialistas, o foco segue sendo a apuração técnica dos fatos e a proteção do animal.

A Polícia Civil instaurou procedimento para esclarecer as circunstâncias do ocorrido, identificar eventuais responsáveis adultos e verificar se houve omissão. Mesmo com a viagem, o procedimento não é interrompido: depoimentos podem ser colhidos posteriormente, e medidas cabíveis seguem em análise conforme a legislação.

Alegação de desconhecimento da lei não impede responsabilização

Em depoimento preliminar, os adolescentes afirmaram que não sabiam que ferir um animal era crime. Especialistas lembram que o desconhecimento da lei não afasta a ilicitude, ainda que a resposta jurídica seja distinta quando os autores são menores de idade. A legislação brasileira tipifica como crime qualquer ato de abuso, ferimento ou mutilação de animais, especialmente quando há lesão grave, como no caso da orelha cortada.

Quando adolescentes estão envolvidos, aplicam-se as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê medidas socioeducativas, além de acompanhamento dos responsáveis legais. A autoridade policial também avalia agravantes, como a gravação e divulgação das imagens, prática que pode ampliar a responsabilização de quem incentiva, permite ou compartilha o conteúdo violento.

A viagem ao exterior não impede a continuidade do processo. Caso sejam necessárias, intimações e oitivas podem ocorrer após o retorno, e eventuais medidas podem ser propostas conforme a conclusão da investigação.

Debate sobre educação, consciência social e bem-estar animal

O episódio reacendeu a discussão sobre educação para o respeito aos animais. Entidades de proteção apontam que muitos jovens não recebem orientação adequada sobre o que configura maus-tratos e sobre as consequências legais de atos violentos. Campanhas educativas em escolas e comunidades são vistas como essenciais para prevenir novos casos.

Para especialistas, o contraste entre a gravidade da agressão e a manutenção de uma viagem de lazer expõe a necessidade de respostas institucionais claras e de conscientização social. O caso do “cão da orelha” reforça que crueldade não é brincadeira e que atos contra animais são crime, exigindo investigação rigorosa, responsabilização dentro da lei e ações educativas para que episódios semelhantes não se repitam.

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