A recente descoberta de um passaporte pertencente a Eliza Samudio em um apartamento na cidade de Lisboa, em Portugal, reacendeu dúvidas e voltou a movimentar discussões em torno de um dos casos criminais mais emblemáticos do Brasil. O documento, revelado com exclusividade pelo Portal Leo Dias, traz um carimbo de entrada no país europeu datado de maio de 2007, mas um detalhe específico passou a chamar atenção: a fotografia estampada no passaporte.
Segundo relatos de pessoas próximas à modelo, a fisionomia registrada no documento não corresponderia ao período indicado, levantando questionamentos sobre a cronologia oficial apresentada.

Aparência na foto gera desconfiança entre amigos
Colegas próximos e familiares de Eliza manifestaram estranhamento ao analisar a imagem presente no passaporte. Para esse grupo, os traços faciais da modelo na fotografia — especialmente o rosto mais cheio — sugerem que ela já estaria grávida de seu filho, Bruninho, nascido apenas em fevereiro de 2010.
“Eu me lembro dessa foto. A Eliza estava bochechuda por causa da gravidez. Para mim, não faz sentido estar num documento de 2007”, afirmou uma pessoa próxima à modelo em entrevista ao jornal Extra. A avaliação compartilhada por amigos é de que a imagem se assemelha muito mais ao período entre 2009 e 2010, fase marcada por uma gravidez conturbada e por conflitos relacionados ao relacionamento com o ex-goleiro Bruno Fernandes.
Essa divergência visual passou a ser um dos principais pontos de debate desde a divulgação do documento, alimentando novas interpretações sobre os últimos anos de vida de Eliza e sobre possíveis falhas ou inconsistências nos registros.
Como o passaporte foi encontrado em Lisboa
O passaporte foi localizado por um inquilino brasileiro que ocupava um imóvel alugado e compartilhado na capital portuguesa. O documento estava guardado entre livros, em uma estante, e chamava atenção pelo bom estado de conservação. O homem, que preferiu não se identificar, decidiu entregar o passaporte ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa assim que percebeu de quem se tratava.
“Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa envolvida em um caso de grande repercussão no Brasil e no mundo, fiquei em choque”, relatou o responsável pelo achado. Após a entrega, o passaporte passou a ser analisado pelas autoridades competentes, enquanto o caso ganhava nova dimensão na imprensa brasileira.
Posição da família e análise das autoridades
O irmão de Eliza, Arlie Moura, adotou um tom mais cauteloso ao comentar o assunto. Em entrevista à CNN, ele afirmou acreditar na autenticidade dos dados básicos do documento, como filiação e data de nascimento, embora reconheça que o caso permanece cercado de mistério.
“Eu, como sempre, sei só pela mídia, não falo com minha mãe”, declarou Arlie, ressaltando que aguarda uma perícia oficial para esclarecer definitivamente as dúvidas. A expectativa é que análises técnicas sejam conduzidas com apoio do Itamaraty e de autoridades brasileiras, capazes de confirmar se há inconsistências materiais ou temporais no passaporte.
Ausência de carimbo de saída levanta novas teorias
Outro ponto que chama atenção é a inexistência de um carimbo de saída de Portugal no documento. Essa ausência abriu espaço para teorias sobre como Eliza teria retornado ao Brasil. Há relatos de que ela poderia ter utilizado uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), procedimento adotado quando um cidadão perde o passaporte no exterior.
Mesmo após mais de uma década, o caso Eliza Samudio segue provocando questionamentos e comoção. A descoberta do passaporte, longe de encerrar o mistério, adiciona novas camadas de dúvidas a uma história marcada por lacunas, sofrimento familiar e repercussão nacional.



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