A defesa da apresentadora Ana Hickmann voltou a sustentar que ela foi vítima de fraude em contratos firmados em seu nome com instituições financeiras. Nesta quinta-feira (18/12), ganhou repercussão mais um capítulo da disputa judicial entre a comunicadora e o Banco Safra, após a divulgação de um novo laudo pericial que, segundo seus advogados, aponta irregularidades nas assinaturas.
De acordo com a equipe jurídica de Ana Hickmann, a perícia técnica foi realizada para verificar a autenticidade das assinaturas presentes nos contratos firmados com o Banco Safra. O resultado, conforme divulgado pela defesa, indica que as assinaturas não foram feitas pela apresentadora, mas sim falsificadas por terceiros, reforçando a tese de fraude.

Laudos periciais reforçam tese de falsificação
Os advogados de Ana destacam que esta não é a primeira vez que perícias apontam inconsistências em documentos atribuídos a ela. Análises semelhantes já teriam identificado fraudes em contratos firmados com o Itaú e o Banco do Brasil, o que, segundo a defesa, demonstra um padrão de falsificação ao longo do tempo.
Esses laudos, ainda conforme a equipe da apresentadora, fortalecem a alegação de que Ana Hickmann não tinha conhecimento dos contratos firmados em seu nome e que teria sido vítima de um esquema envolvendo pessoas próximas de sua rotina profissional e empresarial.
A defesa sustenta que os documentos foram utilizados para contrair dívidas sem a autorização da apresentadora, o que teria causado impactos financeiros significativos e motivado o prolongamento da disputa judicial.
Suspeitas recaem sobre ex-assistente e ex-marido
No centro das investigações estão a ex-assistente pessoal de Ana Hickmann, Claudia Helena dos Santos, apontada como a principal suspeita de realizar as falsificações, e o ex-marido da apresentadora, Alexandre Correa, que também teve o nome citado no processo.
O envolvimento de Correa ganhou força após a divulgação de um áudio atribuído a Bruna Petinelli, ex-diretora financeira das empresas ligadas à apresentadora. No material, Bruna afirma que as falsificações teriam sido feitas a mando de Alexandre Correa, sem o conhecimento de Ana Hickmann.
Segundo a acusação, Claudia Helena teria ido além de simples falsificações pontuais e chegado a desenvolver uma versão própria da assinatura de Ana, após reproduzi-la repetidas vezes. O processo indica que 48 documentos teriam sido assinados de forma fraudulenta.
Processo segue em andamento na Justiça
Ainda de acordo com as investigações, os contratos com assinaturas supostamente falsas teriam sido firmados com os bancos Safra, Itaú e Daycoval. Todos os casos estão sendo analisados pelo Judiciário, que aguarda a consolidação das provas técnicas e dos depoimentos.
Alexandre Correa nega as acusações desde o início do processo. Em manifestações públicas e nos autos, ele afirma que não haveria como comprovar se as assinaturas foram ou não feitas por Ana Hickmann, contestando os laudos apresentados pela defesa.
O caso ganhou ainda mais visibilidade após a separação do casal, que ocorreu em meio a denúncias de violência doméstica, posteriormente ampliadas com as acusações relacionadas às fraudes financeiras.
Enquanto o processo segue em tramitação, a defesa da apresentadora afirma confiar nas conclusões periciais e sustenta que os laudos são fundamentais para comprovar que Ana Hickmann foi vítima de um esquema fraudulento, sem participação ou consentimento nos contratos questionados.



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