A nova necropsia do corpo de Juliana Marins, de 26 anos, trouxe informações decisivas para o avanço das investigações conduzidas no Brasil. O exame foi realizado no Instituto Médico Legal e teve como principal base a entomologia forense, área da perícia que analisa insetos e larvas encontrados em corpos para estimar o tempo de morte com maior precisão científica.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a identificação das larvas foi considerada uma das descobertas mais relevantes da investigação brasileira, pois permitiu reconstruir a linha do tempo entre o acidente sofrido por Juliana e o momento exato de seu falecimento.

Larvas encontradas em regiões estratégicas do corpo
De acordo com o legista Reginaldo Franklin Pereira, os peritos identificaram larvas no couro cabeludo e na região torácica da jovem. Esses locais são considerados importantes para a análise forense, pois costumam ser pontos iniciais de postura de ovos por determinadas espécies de insetos.
As larvas recolhidas foram encaminhadas para um laboratório especializado, onde passaram por estudos detalhados. Os peritos analisaram a espécie, o ciclo de vida, o estágio de desenvolvimento e o tempo médio de eclosão dos ovos. A partir desses dados, foi possível estimar com maior segurança o intervalo entre o momento da queda sofrida por Juliana e a sua morte.
Perícia aponta possível sobrevivência por até 32 horas
Com base nos exames entomológicos, os especialistas concluíram que Juliana Marins pode ter sobrevivido por até 32 horas após a primeira queda. A informação muda significativamente a compreensão inicial do caso, que levantava a possibilidade de morte imediata após o acidente.
“Identificamos a espécie da larva, o tempo de postura dos ovos e, com isso, conseguimos estimar o momento da morte como sendo ao meio-dia do dia 22, considerando o horário local da Indonésia”, explicou o legista Reginaldo Franklin Pereira.
A estimativa indica que Juliana permaneceu viva por um período considerável após o acidente, o que levanta novos questionamentos sobre as circunstâncias do ocorrido, o tempo de resposta e a possibilidade de socorro.
Entomologia forense foi decisiva para o esclarecimento
A utilização da entomologia forense foi considerada fundamental para a investigação, especialmente diante da escassez de outros elementos capazes de indicar com precisão o momento do óbito. Esse tipo de análise é amplamente reconhecido no meio científico e jurídico por fornecer dados confiáveis quando corretamente aplicada.
Os resultados da nova necropsia passam agora a integrar oficialmente o inquérito brasileiro e devem auxiliar na consolidação das conclusões finais do caso. A Polícia Civil segue analisando todos os elementos técnicos disponíveis para esclarecer de forma definitiva as circunstâncias da morte de Juliana Marins.
Para a família, os novos dados representam um avanço importante na busca por respostas. Já para as autoridades, reforçam a importância da ciência forense na elucidação de casos complexos, trazendo mais clareza a um episódio que gerou grande comoção e repercussão pública.



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