Uma operação militar de grande escala realizada por forças de elite dos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3) intensificou a crise política e diplomática envolvendo a Venezuela. Segundo autoridades americanas, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados durante a ação e retirados do país para enfrentar processos judiciais em solo norte-americano. A ofensiva foi confirmada pelo presidente Donald Trump, que classificou a missão como bem-sucedida.
De acordo com o governo dos EUA, a operação não deixou baixas entre as tropas envolvidas e teve como objetivo principal conduzir o líder venezuelano à Justiça americana, onde responde a acusações criminais consideradas graves.

Ação militar surpresa mobilizou forças aéreas e terrestres
As informações divulgadas por Washington apontam que a captura ocorreu por volta das 3h (horário de Brasília), quando Maduro e Cilia Flores foram surpreendidos no local onde se encontravam. A ação teria sido executada pela Força Delta, tropa especializada em operações de alto risco e missões sigilosas.
A incursão combinou ataques aéreos e deslocamentos terrestres, atingindo Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram explosões sucessivas, ruídos intensos de aeronaves e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões. O movimento militar teria durado cerca de 90 minutos, gerando pânico entre moradores e provocando cenas de correria nas ruas.
Especialistas em inteligência destacaram a rapidez da operação e apontaram o uso de tecnologia avançada de rastreamento, atribuída à CIA, para localizar o paradeiro do presidente venezuelano.
Espaço aéreo fechado e relatos de explosões
Durante a ofensiva, moradores de cidades costeiras e da capital relataram que o céu ficou avermelhado e que o solo chegou a tremer em determinados momentos. Em meio à operação, a FAA determinou a suspensão do sobrevoo de aeronaves americanas no espaço aéreo venezuelano, citando riscos à segurança.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram colunas de fumaça, veículos em chamas e aeronaves militares voando em baixa altitude sobre Caracas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas civis, e o governo venezuelano não apresentou um balanço detalhado dos danos causados pela ação.
Acusações e julgamento nos Estados Unidos
Segundo autoridades americanas, a finalidade da operação é levar Nicolás Maduro a julgamento no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. O presidente venezuelano é acusado de conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e outros armamentos considerados ilegais pela legislação dos EUA.
Contra Maduro, havia uma recompensa de US$ 50 milhões oferecida por informações que levassem à sua prisão. As acusações fazem parte de investigações que se arrastam há anos e que apontam supostos vínculos do governo venezuelano com o tráfico internacional de drogas.
A operação marca um novo capítulo na relação entre Venezuela e Estados Unidos e amplia a instabilidade na região, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos políticos, jurídicos e diplomáticos do caso.



Publicar comentário