Criança de Apenas Dois Anos M0rre Na UPA Após…Ver mais

Atender crianças pequenas exige atenção redobrada, sensibilidade e rapidez. Sintomas que parecem simples podem evoluir de forma acelerada e se tornar fatais quando não recebem a intervenção adequada. Em Aracruz, no norte do Espírito Santo, uma família vive agora o luto e a busca por respostas após a morte de um menino de apenas dois anos, em um caso que levanta questionamentos sobre o atendimento prestado na rede pública de saúde.

O pequeno Thomas Oliveira Beling foi levado três vezes, em poucos dias, à UPA 24h do bairro Vila Rica pelos pais. Segundo os familiares, nas duas primeiras ocasiões os sintomas apresentados pela criança não teriam sido tratados com a gravidade necessária. Após o terceiro atendimento, Thomas acabou falecendo, e o caso passou a ser investigado por autoridades municipais e estaduais.

Relatos da família e atendimento questionado

De acordo com os pais, Thomas apresentava sinais de mal-estar progressivo. Nas duas primeiras idas à unidade de pronto atendimento, eles relatam que a criança foi avaliada, mas liberada sem exames mais aprofundados ou observação prolongada. Com a piora do quadro, a família retornou à UPA pela terceira vez.

Nesse último atendimento, os relatos são ainda mais preocupantes. Os pais afirmam que houve demora na triagem, falta de oxigênio no setor e ausência de procedimentos básicos de suporte, mesmo após alertarem que o menino apresentava dificuldades respiratórias. Segundo a família, o estado da criança se agravou rapidamente dentro da unidade.

Diante da gravidade, Thomas foi transferido de ambulância para o Hospital São Camilo. Ao chegar ao local, ele já estava em parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou manobras de reanimação, mas, infelizmente, o óbito foi confirmado.

Posição da prefeitura e do hospital

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Aracruz divulgou nota oficial lamentando profundamente a morte da criança. O município informou que abriu imediatamente uma investigação administrativa para apurar os fatos e possíveis responsabilidades relacionadas ao atendimento prestado na UPA 24h de Vila Rica.

A prefeitura também aguarda o resultado da autópsia, que deverá indicar a causa exata da morte de Thomas. Segundo a gestão municipal, as conclusões do laudo serão fundamentais para esclarecer se houve falha, negligência ou se o quadro clínico evoluiu de forma imprevisível.

Já o Hospital São Camilo declarou, em nota, que seguiu todos os protocolos de atendimento assim que a criança deu entrada na instituição. A unidade afirmou ainda que se solidariza com a dor da família e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Investigação policial e debate sobre saúde infantil

O caso também levou à abertura de inquérito pela Polícia Civil do Espírito Santo, que apura os fatos sob sigilo. Familiares de Thomas registraram boletim de ocorrência e aguardam os desdobramentos para entender se houve negligência ou falhas no atendimento.

O episódio reacendeu o debate sobre a qualidade do atendimento de urgência voltado à infância no Brasil. Especialistas reforçam que, em crianças pequenas, sinais respiratórios, febre persistente ou alteração de comportamento exigem avaliação cuidadosa e, muitas vezes, internação preventiva.

Enquanto as investigações seguem, a família de Thomas Oliveira Beling vive o luto e espera que o caso resulte em respostas e mudanças que evitem que outras histórias semelhantes tenham o mesmo desfecho trágico.

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