Crianças Desaparecidas no Maranhão Foram Encontradas Com…Ver mais

As buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, entraram em uma nova fase após a atuação de cães farejadores indicar que os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, estiveram em uma casa abandonada próxima a uma região de lago. A informação foi confirmada oficialmente pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, nesta quinta-feira (15), quando as buscas completaram 12 dias.

Cães farejadores confirmam passagem das crianças por casa abandonada

Segundo a SSP, os cães identificaram vestígios das duas crianças e também do primo Anderson Kauã, de 8 anos, resgatado com vida no último dia 7 de janeiro. O local apontado pelos animais é conhecido entre os agentes como “casa caída” e fica no povoado São Raimundo, na zona rural do município. A confirmação reforça o relato feito pelo menino após ser encontrado, quando descreveu o local onde teria passado uma das noites com os primos.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, a narrativa da criança coincidiu com os sinais detectados pelos cães. Objetos como cadeiras, colchões e botas ajudaram no reconhecimento do espaço, além da indicação precisa dos acessos utilizados. Conforme relatado, Anderson teria deixado os primos na casa e saído em busca de ajuda, sendo localizado pouco tempo depois pelas equipes de resgate.

Região de lago passa a ser foco das operações

Após a confirmação da presença das crianças na casa abandonada, os cães farejadores seguiram até uma área de ribanceira que dá acesso a um lago próximo. O local começou a ser vistoriado ainda na quarta-feira (14), com varreduras na mata ao redor e buscas submersas. Nesta quinta-feira, mergulhadores intensificaram os trabalhos dentro do lago, considerado um dos pontos sensíveis da operação.

O lago possui cerca de 300 metros quadrados e profundidade média de aproximadamente 1,20 metro. A expectativa das autoridades é que toda a área seja completamente mapeada em até três dias. Até o momento, porém, nenhuma pista concreta das crianças foi encontrada no local, o que mantém o caso em aberto e aumenta a angústia de familiares e da população.

Força-tarefa amplia perímetro e mantém buscas sem prazo para encerrar

Diante da ausência de novos indícios imediatos, a estratégia da força-tarefa foi ampliada. Mais de 500 pessoas, entre agentes das forças de segurança e voluntários, atuam simultaneamente em áreas de mata, fazendas, margens de rio e outros pontos da zona rural de Bacabal. As incursões contam com apoio de cães farejadores, equipes terrestres e mergulhadores, além de monitoramento constante dos relatos recebidos.

Maurício Martins afirmou que as equipes não deixarão a região enquanto as crianças não forem localizadas. Segundo ele, as buscas seguirão de forma ininterrupta, com expansão gradual do perímetro e reavaliação constante das estratégias. O caso segue mobilizando o Maranhão e despertando comoção nacional, enquanto familiares aguardam por respostas em meio a um dos maiores esforços de busca já registrados na região.

Publicar comentário