Mais de 600 Pessoas São Afogadas em Praia do RJ E Bombeiros Choram Pedindo Que…Ver mais

O Réveillon de 2025 para 2026 no Ano Novo do Rio de Janeiro foi marcado não apenas pelas celebrações tradicionais à beira-mar, mas também por uma sequência de ocorrências graves provocadas pelas condições adversas do oceano. Entre a quarta-feira (31) e a manhã de quinta-feira (1º), o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro resgatou 631 pessoas nas praias de Copacabana e Leme, número muito acima da média registrada em anos anteriores.

O volume elevado de salvamentos foi atribuído à forte ressaca que atingiu o litoral carioca durante o período festivo, justamente quando a cidade recebeu milhões de pessoas para a virada do ano.

Forte ressaca provocou resgates em massa nas praias

Antes mesmo da noite de Réveillon, a Marinha do Brasil havia emitido um alerta prevendo ondas de até 2,5 metros, o que se confirmou ao longo da madrugada. Mesmo com os avisos, muitos banhistas entraram no mar, enfrentando correntezas intensas, valas e dificuldades para retornar à areia.

Além dos resgates aquáticos, as equipes dos bombeiros também localizaram quatro crianças que haviam se perdido em meio à multidão. Todas foram devolvidas aos responsáveis sem ferimentos, graças ao trabalho conjunto realizado ao longo dos postos de guarda-vidas distribuídos pela orla.

Embora o alerta oficial de ressaca tenha sido encerrado, o mar continuou apresentando condições perigosas, mantendo as equipes em estado de atenção máxima.

Adolescente desaparecido e casos graves preocupam autoridades

Um dos episódios mais delicados envolve um adolescente de 14 anos, natural de Campinas (SP), que desapareceu no mar de Copacabana, nas proximidades do Posto 2, ainda na tarde de quarta-feira. As buscas seguem de forma ininterrupta, com apoio de aeronaves, drones, embarcações infláveis, motos aquáticas e equipes especializadas de mergulho.

Em outro ponto da cidade, na praia de Ipanema, um homem foi resgatado em estado grave após se afogar e precisou ser encaminhado com urgência ao Hospital Miguel Couto. Já na Região dos Lagos, no município de Maricá, um idoso de 70 anos morreu após ser levado pela correnteza, reforçando a gravidade da situação.

Bombeiros e Defesa Civil reforçam pedidos de cautela

O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, destacou a importância de que banhistas permaneçam próximos aos postos de guarda-vidas e respeitem rigorosamente as sinalizações de risco, como bandeiras vermelhas e orientações das equipes.

A Defesa Civil do Rio de Janeiro também emitiu recomendações para que a população evite entrar no mar enquanto persistirem condições instáveis, lembrando que o período pós-Réveillon ainda exige cautela redobrada.

Os episódios registrados neste início de ano reforçam que, mesmo em datas festivas, a força do mar não pode ser subestimada. Autoridades alertam que a prevenção e o respeito às orientações de segurança são fundamentais para evitar tragédias e preservar vidas.

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