A morte da jovem Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos, causou forte comoção em Aparecida de Goiânia e reacendeu o alerta sobre casos de violência doméstica que terminam em tragédia. Emilli faleceu no último domingo (8), após passar 11 dias internada em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, em Goiânia.

Jovem lutou por 11 dias após queimaduras graves dentro de casa
Emilli estava internada desde o dia 28 de janeiro, quando sofreu queimaduras severas dentro da própria residência, localizada na região de Aparecida de Goiânia. O quadro clínico sempre foi considerado extremamente delicado, exigindo cuidados intensivos desde o primeiro atendimento.
O velório da jovem teve início ainda na madrugada desta segunda-feira (09/02/2026). O sepultamento está marcado para as 15h, no Cemitério Jardim da Saudade. Familiares e amigos se reúnem em clima de profunda dor e revolta diante das circunstâncias que cercam a morte precoce da jovem.
Inicialmente, o companheiro de Emilli, um rapaz de 22 anos, afirmou à polícia que tudo teria sido resultado de um acidente doméstico. Segundo a versão apresentada por ele, Emilli estaria utilizando álcool na cozinha para preparar o jantar quando ocorreu uma explosão.
Relato da filha de 3 anos muda rumo da investigação
A investigação, no entanto, ganhou um novo e grave direcionamento após o depoimento espontâneo da filha do casal, uma criança de apenas 3 anos. Ao relatar o que teria visto, a menina disse à família: “o papai jogou fogo na mamãe”.
Diante da gravidade da declaração, os familiares procuraram imediatamente a polícia, levantando a suspeita de que o caso não se tratava de um acidente, mas sim de violência contra a mulher. O processo segue em segredo de Justiça, justamente para preservar a criança.
Outros elementos reforçam a suspeita de feminicídio. A mãe de Emilli relatou que a filha já havia sido agredida anteriormente pelo companheiro e chegou a sair de casa, retornando apenas após promessas de mudança. Vizinhos também confirmaram que ouviam brigas frequentes no apartamento, especialmente nos fins de semana.
Caso pode ser reclassificado como feminicídio consumado
Antes mesmo da morte de Emilli, a mãe da jovem já havia procurado a Justiça para solicitar medidas protetivas tanto para a filha quanto para a neta. Com o falecimento da vítima, a tipificação do crime, que era tratada como tentativa de feminicídio, deve ser alterada para feminicídio consumado.
Até o momento, o suspeito ainda não foi preso. A Polícia Civil de Goiás segue analisando depoimentos, laudos periciais e demais provas para esclarecer completamente o que aconteceu dentro da residência.
O caso de Emilli Vitória Guimarães Lopes expõe, mais uma vez, como sinais prévios de violência podem evoluir para desfechos fatais quando não são interrompidos a tempo. Familiares pedem justiça e reforçam que a principal preocupação agora é garantir proteção e cuidado à criança que presenciou a tragédia.



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