Médico de Bolsonaro Revela Triste Diagnóstico Após Pancada na Cabeç…Ver mais

O recente acidente envolvendo Jair Bolsonaro reacendeu debates sobre o estado de saúde do ex-presidente e sobre os cuidados médicos prestados enquanto ele cumpre prisão preventiva. A queda ocorreu dentro da cela localizada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e gerou apreensão entre aliados políticos, apoiadores e familiares.

O episódio acontece em meio a um histórico recente de relatos de mal-estar, o que aumentou a atenção em torno do quadro clínico do ex-chefe do Executivo. Apesar do diagnóstico inicial apontar um quadro considerado leve, a situação exigiu uma série de exames detalhados e acompanhamento médico contínuo.

Queda na cela e diagnóstico de traumatismo leve

A queda resultou em um traumatismo craniano leve, segundo informações médicas divulgadas após os primeiros atendimentos. O impacto atingiu regiões específicas da cabeça, levantando preocupações sobre possíveis complicações neurológicas, especialmente diante do histórico médico de Bolsonaro.

Nesta quarta-feira, dia 7 de janeiro, o ex-presidente foi encaminhado ao Hospital DF Star, onde passou por uma bateria de exames. Entre os procedimentos realizados estão tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, todos com o objetivo de descartar lesões mais graves.

O médico Brasil Caiado, responsável pelo atendimento naquele momento, confirmou que a lesão atingiu partes moles das regiões temporal e frontal direitas da cabeça. Segundo ele, não foram identificados sinais imediatos de crise convulsiva, mas o quadro exige atenção. “Não há indícios de convulsão, porém o acompanhamento contínuo é fundamental para compreender a origem exata do problema”, afirmou.

Exames, acompanhamento e atuação da equipe da PF

De acordo com o médico, a avaliação feita no hospital representa apenas a primeira etapa de uma análise mais ampla. A condução do acompanhamento será compartilhada com a equipe médica que atua diretamente na Superintendência da Polícia Federal, responsável pelo monitoramento diário do ex-presidente.

“Eu passo um tempo limitado com o paciente, enquanto os profissionais da PF o acompanham de forma contínua. É necessário dividir responsabilidades para garantir segurança e controle do quadro clínico”, explicou Caiado. A declaração reforça que, apesar da alta hospitalar, o caso segue sob observação constante.

Após a conclusão dos exames e a liberação médica, Bolsonaro retornou à cela, onde permanece sendo monitorado. Em entrevista à Band News, uma médica destacou que exames complementares são essenciais em situações de traumatismo, mesmo quando o diagnóstico inicial é considerado leve, especialmente em pacientes com histórico de intervenções cirúrgicas.

Repercussão política e reação da família

A situação também teve forte repercussão fora do ambiente médico. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais para lamentar o fato de não ter sido autorizada a acompanhar o marido no retorno à Superintendência da PF. Segundo ela, foi impedida de estar presente naquele momento, o que gerou indignação entre apoiadores.

Apesar da tensão gerada pelo episódio, a equipe médica informou que o estado de saúde de Bolsonaro permanece estável. Não foram identificados riscos imediatos, mas o caso reforçou a necessidade de vigilância constante, considerando o histórico médico do ex-presidente desde 2018, marcado por cirurgias e internações frequentes.

O acidente, embora classificado como leve do ponto de vista clínico, voltou a colocar a saúde de Jair Bolsonaro no centro do debate público, misturando preocupações médicas, questões políticas e discussões sobre as condições de custódia e atendimento médico durante a prisão preventiva.

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