Médicos Alertam Que Beijo de Língua Pode Causar Cân…Ver mais

O beijo de língua é uma das formas mais comuns de demonstração de afeto e intimidade. Apesar de ser visto como algo natural e inofensivo, o contato direto entre as bocas envolve troca intensa de saliva, o que pode representar riscos à saúde, especialmente quando não há cuidados básicos ou quando uma das pessoas apresenta alguma infecção ativa.

Especialistas alertam que a boca abriga centenas de micro-organismos, entre bactérias, vírus e fungos. Em determinadas situações, o beijo pode funcionar como uma via de transmissão de doenças, muitas delas pouco conhecidas pelo público em geral.

Doenças que podem ser transmitidas pelo beijo

Entre os riscos mais conhecidos está a mononucleose infecciosa, popularmente chamada de “doença do beijo”. Causada pelo vírus Epstein-Barr, ela pode provocar febre, dor de garganta intensa, cansaço extremo e aumento dos gânglios linfáticos. A transmissão ocorre principalmente pela saliva.

Outro problema relativamente comum é o herpes labial, causado pelo vírus HSV-1. Mesmo quando não há bolhas visíveis, o vírus pode estar ativo e ser transmitido durante o beijo. Após o contágio, a pessoa passa a carregar o vírus por toda a vida, com possibilidade de recorrência das lesões.

O beijo também pode facilitar a transmissão de citomegalovírus, influenza, resfriados, além de bactérias associadas a infecções na garganta, como amigdalites. Em casos mais raros, mas possíveis, há risco de transmissão de meningite bacteriana, especialmente em ambientes de maior aglomeração ou quando há queda da imunidade.

Impactos na saúde bucal e geral

Além das infecções virais e bacterianas, o beijo de língua pode influenciar diretamente a saúde bucal. Bactérias responsáveis por cáries e doenças gengivais podem ser transferidas de uma pessoa para outra. Isso é particularmente relevante quando um dos parceiros tem higiene bucal inadequada, sangramento gengival ou infecções ativas na boca.

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido — como pacientes em tratamento oncológico, transplantados ou com doenças crônicas — devem ter atenção redobrada. Para esse grupo, infecções aparentemente simples podem evoluir de forma mais grave.

Outro ponto de alerta envolve pequenas feridas ou cortes na boca, que facilitam a entrada de micro-organismos na corrente sanguínea, aumentando o risco de complicações.

Como reduzir os riscos sem abrir mão do afeto

Os especialistas reforçam que não é necessário evitar o beijo, mas sim adotar cuidados básicos. Manter uma boa higiene bucal, evitar beijar quando estiver com feridas, febre, sintomas gripais ou lesões nos lábios é fundamental.

Também é recomendado atenção especial em casos de herpes ativo, sangramentos na boca ou inflamações visíveis. O uso regular de escova, fio dental e visitas periódicas ao dentista ajudam a reduzir significativamente os riscos.

O beijo de língua, quando associado à consciência e cuidado com a saúde, deixa de ser um problema e passa a ser apenas um gesto de carinho. A informação, nesse caso, é a principal aliada para garantir que o afeto não se transforme em porta de entrada para doenças evitáveis.

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