Uma tragédia devastadora abalou uma família de Cuiabá e causou forte comoção na capital mato-grossense. Na quinta-feira (11), uma criança de apenas 2 anos morreu após ser atingida por um disparo acidental de arma de fogo, efetuado pela própria prima, de 5 anos, dentro de um ambiente familiar.
De acordo com as informações repassadas pelas autoridades, a vítima era filha de um policial militar, proprietário da arma envolvida no acidente. Em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas, a criança de 5 anos conseguiu ter acesso ao armamento e acabou efetuando o disparo de forma involuntária.

Criança foi socorrida, mas não resistiu
Após o ocorrido, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado imediatamente. A criança ferida foi levada às pressas para o Hospital Municipal de Cuiabá, onde recebeu atendimento médico emergencial.
Apesar dos esforços da equipe de saúde, os ferimentos foram considerados incompatíveis com a vida, e o óbito da criança foi confirmado pouco tempo depois. A morte gerou forte comoção entre profissionais de saúde, agentes de segurança e familiares que acompanharam o atendimento.
No local do incidente, equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica realizaram os procedimentos necessários para coletar informações técnicas que ajudem a esclarecer as circunstâncias do disparo. A Polícia Militar de Mato Grosso também esteve presente, dando apoio à ocorrência.
Entidades e comando da PM se manifestam
Em nota oficial, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de MT manifestou profundo pesar e solidariedade ao 2º sargento Elienay Pinheiro, pai da criança, e a toda a família diante da perda irreparável.
A associação informou que o auxílio funeral já foi acionado e que também estão disponíveis apoio jurídico e psicológico para o policial e seus familiares, considerando o impacto emocional extremamente severo do ocorrido.
O comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Mendes, também se pronunciou. Ele destacou a necessidade de extrema cautela no armazenamento e manuseio de armas de fogo, sobretudo em ambientes domésticos, reforçando que a responsabilidade deve ser ainda maior quando há crianças no local.
Caso segue sob investigação
Alexandre Mendes também pediu que o episódio não seja usado para pré-julgamentos ou politização, especialmente em debates sobre desarmamento. Segundo ele, o caso está sob investigação e somente após a conclusão dos trabalhos periciais será possível entender com clareza como a criança teve acesso à arma.
A tragédia reacende um alerta importante sobre segurança com armas de fogo dentro de casa, sobretudo em residências onde há crianças. Para a família, no entanto, nenhuma explicação técnica será capaz de amenizar a dor da perda.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes, enquanto Cuiabá amanhece de luto diante de uma vida interrompida cedo demais por um acidente que poderia ter sido evitado.



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