Mesmo em ambientes idealizados para acolher, educar e proteger crianças, tragédias podem ocorrer quando falhas estruturais passam despercebidas. Espaços escolares, sobretudo aqueles que contam com quadras esportivas e equipamentos de grande porte, exigem manutenção constante e protocolos rígidos de segurança. A ausência desses cuidados pode transformar itens comuns do cotidiano em riscos fatais.
Foi o que aconteceu em uma escola rural do município de Marquinho, na região central do estado. Um menino de apenas 7 anos perdeu a vida após ser atingido por uma trave de futebol dentro da Escola Municipal Rural Cândido Xavier, localizada na comunidade de Guampará. O caso gerou profunda comoção e levantou um alerta sobre a segurança em ambientes educacionais.

Acidente aconteceu durante atividade na quadra da escola
O episódio ocorreu na tarde de segunda-feira, dia 9 de fevereiro, durante atividades realizadas na quadra esportiva da instituição. Segundo informações repassadas pela Prefeitura de Marquinho, a criança participava normalmente das ações com a turma quando, em um momento de descontração típico da idade, acabou se pendurando na estrutura da trave de futebol.
Com o peso, o equipamento tombou e atingiu o aluno. A cena causou desespero entre colegas e funcionários da escola. O menino foi socorrido ainda com sinais vitais, mas estava inconsciente e apresentava um quadro de hemorragia. A unidade de saúde do município fica localizada ao lado da quadra esportiva, o que possibilitou um atendimento quase imediato.
Apesar da rapidez no socorro e dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A confirmação da morte provocou forte impacto emocional na comunidade rural, onde a escola é um dos principais pontos de convivência social.
Comunidade em luto e apoio à família da criança
A morte do aluno abalou profundamente moradores da comunidade de Guampará, colegas de classe, professores e servidores da rede municipal de ensino. Em cidades pequenas, especialmente em áreas rurais, a perda de uma criança é sentida de forma coletiva, ampliando o sentimento de dor e indignação.
Em nota oficial, a Prefeitura de Marquinho lamentou profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade à família. O comunicado informou ainda que a Secretaria Municipal de Educação, em conjunto com a equipe pedagógica, está oferecendo acolhimento e apoio psicológico aos familiares, além de acompanhamento emocional aos colegas e profissionais da escola.
As aulas na instituição foram impactadas, e o clima é de silêncio e consternação. Professores relataram a dificuldade de lidar com o episódio, destacando a necessidade de cuidado redobrado com as crianças nos próximos dias.
Investigação e alerta sobre segurança em escolas
O caso acendeu um alerta importante sobre a necessidade de revisão constante das condições de segurança em espaços escolares, especialmente em áreas destinadas à prática esportiva. Travessões, traves de futebol, postes e outros equipamentos precisam estar devidamente fixados e passar por inspeções periódicas para evitar acidentes.
A Polícia Civil do Paraná informou que abriu investigação para apurar as circunstâncias da tragédia. O inquérito deve analisar se houve falha na fixação da trave, ausência de manutenção ou negligência em protocolos de segurança. Testemunhas deverão ser ouvidas, e laudos técnicos devem apontar se o acidente poderia ter sido evitado.
Especialistas em segurança escolar reforçam que situações como essa não são isoladas e já ocorreram em outras regiões do país, muitas vezes com desfechos semelhantes. O episódio em Marquinho reacende o debate sobre responsabilidade, prevenção e investimentos em infraestrutura adequada para garantir que escolas sejam, de fato, ambientes seguros.
Enquanto a investigação segue, a comunidade tenta lidar com a dor da perda precoce de uma criança, em um episódio que deixou marcas profundas e que dificilmente será esquecido.



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