A Zona Oeste do Rio de Janeiro foi abalada por uma tragédia de grande repercussão na noite desta terça-feira. Uma mulher identificada como Maria de Fátima, conhecida na comunidade como Dona Fátima, foi morta a facadas dentro de casa pelo próprio filho, no bairro de Santíssimo. O crime aconteceu na Rua das Orquídeas, na região do Itaque, e provocou forte comoção entre moradores, fiéis e lideranças religiosas locais.
Maria de Fátima era obreira ativa da Igreja Universal do Reino de Deus, vinculada à Igreja Universal dos Coqueiros. Muito respeitada na região, ela exercia funções religiosas, prestava apoio espiritual a frequentadores da igreja e mantinha uma relação próxima com a comunidade, sendo descrita por conhecidos como uma mulher dedicada à fé e à família.

Crime dentro de casa chocou vizinhos e fiéis
Segundo informações da Polícia Militar do Rio de Janeiro, agentes foram acionados após vizinhos ouvirem gritos vindos da residência onde Maria de Fátima morava. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a obreira já sem vida, com ferimentos causados por golpes de faca. O imóvel foi imediatamente isolado para preservação da cena do crime.
Testemunhas relataram que o autor do ataque foi o próprio filho da vítima, identificado como Henrique. De acordo com moradores da região, o homem apresentava histórico de problemas psicológicos e estaria em surto no momento do ataque. As informações ainda estão sendo apuradas oficialmente pelas autoridades, mas relatos apontam que o comportamento dele já causava preocupação entre pessoas próximas.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro foi acionado para realizar a remoção do corpo, após a confirmação do óbito. A cena causou forte impacto emocional em vizinhos, que acompanharam a movimentação das equipes e relataram desespero diante da brutalidade do crime.
Prisão em flagrante e apuração sobre saúde mental
O suspeito foi preso em flagrante ainda no local do crime e encaminhado à 35ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado. A Polícia Civil informou que o homem permanece à disposição da Justiça e que o inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do homicídio.
Segundo a polícia, exames e avaliações psiquiátricas poderão ser solicitados para verificar se Henrique possui transtornos mentais que possam ter influenciado sua conduta no momento do crime. Esse fator pode ser determinante para o enquadramento jurídico e para as medidas judiciais que serão adotadas ao longo do processo.
Os investigadores também apuram se havia registros anteriores de conflitos familiares, atendimentos médicos ou acionamentos policiais envolvendo o suspeito, além de buscar compreender a dinâmica exata do ataque ocorrido dentro da residência.
Comunidade lamenta perda e pede justiça
A morte de Maria de Fátima gerou profunda comoção entre fiéis da Igreja Universal dos Coqueiros e moradores de Santíssimo. Nas redes sociais e em mensagens compartilhadas na comunidade, muitos destacaram a postura acolhedora da obreira, sua dedicação às atividades religiosas e o carinho com que tratava todos ao seu redor.
Líderes religiosos lamentaram o ocorrido e prestaram solidariedade aos familiares, ressaltando que Dona Fátima era uma mulher de fé, conhecida por ajudar pessoas em momentos difíceis. O episódio reacendeu discussões sobre saúde mental, violência doméstica e a necessidade de acompanhamento adequado para pessoas em situação de sofrimento psicológico.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue investigando o caso, enquanto a comunidade tenta lidar com a perda repentina de uma figura considerada referência de fé, cuidado e convivência no bairro.



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