Peritos Revelam Causa da M0rte do Cachorro Orelha: ‘Infe…Ver mais

A morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em Florianópolis, teve novos esclarecimentos técnicos divulgados nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026. Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil de Santa Catarina apresentou o laudo pericial que detalha as causas do óbito do animal, encerrando uma das principais dúvidas que cercavam o caso desde o início das investigações.

O episódio, que gerou grande repercussão local e nacional, segue sob apuração policial e envolve adolescentes suspeitos de maus-tratos. As informações divulgadas reforçam a linha investigativa já adotada pelas autoridades.

Laudo pericial confirma traumatismo craniano severo

De acordo com o laudo apresentado pela perícia oficial, o cão Orelha morreu em decorrência de um traumatismo craniano severo, provocado por um golpe com objeto contundente. Embora o instrumento exato utilizado na agressão ainda não tenha sido localizado, os peritos foram categóricos ao afirmar que a intensidade do impacto na região da cabeça foi determinante para o quadro clínico apresentado pelo animal.

Segundo os técnicos, o traumatismo causou danos graves e irreversíveis, levando o cão a um estado de sofrimento intenso. Diante da gravidade das lesões e da ausência de possibilidade de recuperação, foi necessária a realização de eutanásia, conforme protocolos veterinários adotados para evitar a continuidade da dor.

A perícia descartou outras hipóteses inicialmente levantadas e apontou a agressão física direta como causa principal da morte. O resultado técnico passa a integrar oficialmente o inquérito policial.

Quatro adolescentes são apontados como principais suspeitos

Com base no avanço das investigações, a Polícia Civil identificou quatro adolescentes como os principais suspeitos de envolvimento na agressão que resultou na morte do cão comunitário. A reconstrução da dinâmica do crime foi possível a partir da análise de imagens de câmeras de segurança e da coleta de depoimentos de testemunhas.

As autoridades informaram que os registros audiovisuais permitiram mapear a movimentação dos suspeitos e o momento em que Orelha teria sido atacado. As oitivas realizadas também contribuíram para confirmar a sequência dos fatos apurados até o momento.

Por se tratarem de menores de idade, os nomes dos adolescentes não foram divulgados. O procedimento segue sob as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece regras específicas para investigação, responsabilização e aplicação de medidas em casos envolvendo jovens.

Inquérito segue para definição de medidas socioeducativas

Com a conclusão do laudo pericial, o inquérito entra agora em uma fase decisiva. A Polícia Civil trabalha na finalização do relatório que será encaminhado ao Ministério Público, responsável por analisar as provas reunidas e propor as medidas socioeducativas cabíveis.

De acordo com a legislação vigente, as medidas aplicáveis aos adolescentes podem variar conforme o grau de participação individual, a gravidade do ato e eventuais antecedentes. As possibilidades previstas vão desde advertências e acompanhamento até medidas mais restritivas, como a internação, sempre dentro dos limites legais estabelecidos.

O caso permanece sob acompanhamento das autoridades estaduais e aguarda definição judicial. Desde a confirmação da causa da morte, manifestações continuam sendo registradas nas redes sociais, com mobilizações e pedidos por esclarecimento e responsabilização.

A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme a conclusão do inquérito e o andamento dos procedimentos legais. Até o momento, não há data confirmada para a decisão judicial sobre o caso.

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